No ideal cultural da masculinidade, a força é tudo, enquanto as emoções são uma fraqueza.

 

Segundo centenas de artigos publicados, a “Masculinidade tóxica é uma descrição estreita e repressiva da masculinidade que a designa como definida por violência, sexo, status e agressão, é o ideal cultural da masculinidade, onde a força é tudo, enquanto as emoções são uma fraqueza”. E essa masculinidade pode matar um homem por exercer um comportamento de risco, como, por exemplo, nunca procurar ajuda médica por achar que não precisa.

Se existe um legume estragado na feira, as pessoas deixam de considerar os outros que estão bons por causa disso? Se um chefe percebe que um funcionário de sua empresa é mau caráter, demite todos os funcionários a partir desta percepção? Assim é a mente dos que propagam a falsa verdade oriunda da pós-verdade chamada “masculinidade tóxica”.

Existem pessoas que chegam a propor um mundo sem a proeminência masculina. Estabelecem a feminilização do homem e reclamam de sua falta de caráter. Contudo, como formar o caráter do homem em casa se ele não é mais criado por um que se torna numa verdadeira referência para sua vida? Se simplesmente se acomodarem no fato de que existem homens maus e tentarem “revidar”, estabelecendo uma nova cultura familiar que simplesmente abole a presença masculina, não estarão fazendo outra coisa que não comprometer o futuro das próximas gerações, pois simplesmente existem questões filosóficas, psicológicas e biológicas (fora as teológicas) a considerar.

Filosoficamente, o homem é o veneno social, mas também é o antídoto. Se ele mata, ele pode salvar. Se ele fere, ele pode curar. Se há homem que abandone a família, não há como negar que há homens que morrem por suas famílias. Se a bacia está suja, joga-se fora a água, não o bebê. Biologicamente, o homem é vital para a manutenção da vida e não precisamos argumentar tanto em favor disso. Dados objetivos da realidade não se discutem, se aceitam. Alguns querem sempre recalcitrar contra os aguilhões.

O pastor e teólogo Albert Mohler diz em seu site que à medida que um rapaz cristão se desenvolve até à masculinidade, ele deve desenvolver maturidade, aspirando a retidão. “O padrão vulgar de comportamento dos rapazes é, em geral, caracterizado por negligência, irresponsabilidade e coisas piores. À medida que um rapaz se desenvolve até à masculinidade, ele tem de desenvolver maturidade moral, enquanto aspira a retidão, o aprender a pensar como um cristão, agir como um cristão e mostrar aos outros como fazer isso”, afirmou Albert.

O teólogo continua a explicação de que o homem cristão deve ser exemplo para outros. “O homem cristão deve ser um exemplo para os outros, ensinando tanto por preceito como por exemplo. É claro que isso exige o exercício de raciocínio moral responsável. A verdadeira educação moral começa com um entendimento claro dos padrões morais e deve mover-se a um nível de raciocínio moral mais elevado, pelo qual um rapaz aprende como os princípios bíblicos são transformados em viver piedoso e como os desafios morais de seus dias devem ser confrontados com as verdades reveladas na infalível e inerrante Palavra de Deus” concluiu.

O que se precisa depreender disso tudo é que os cristãos precisam de duas coisas nos dias atuais: 1) viver a masculinidade bíblica, aquela que anula cada falácia da dita masculinidade tóxica e 2) ensinar na igreja o evangelho de forma que eles saiam do templo para viver na sociedade a perspectiva familiar e sociológica do evangelho. Só assim que verão mudanças, em especial nos ambientes de formação cultural mais aparelhados como nas universidades, na mídia e na internet.

Por Maycson Rodrigues e Milena Scheid
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