Santander acredita que cristãos são “intolerantes e deturpadores da informação”

setembro 26, 2017 0 Comentário »
Cristãos foram os mais enfáticos nas críticas, a ponto de apelidar a instituição de “Satã-der”

Após a sequência de polêmicas envolvendo a mostra Queer Museu, promovida pelo Santander Cultural, surge um novo capítulo. Sergio Rial, presidente do Santander Brasil, enviou um comunicado interno para os funcionários do banco falando sobre o cancelamento da exposição em Porto Alegre. Ela teve início em 15 de agosto e deveria ir até 8 de outubro, mas foi encerrada no último sábado (09), após diversos protestos nas redes sociais de indivíduos e grupos conservadores que não compactuam com o que foi chamado de “arte”.

Embora a grande imprensa tenha dado créditos a mobilização para o MBL, o fato é que foram diferentes grupos religiosos que fizeram o maior “barulho” contra o banco, pedindo inclusive boicote ao Santander por ter promovido obras consideradas pornográficas, que retratavam órgãos sexuais, zoofilia e mensagens ofensivas a símbolos cristãos. Outros fatores que desgastaram a imagem do banco foi o projeto ter levantado R$ 800 mil de verba pública através de renúncia fiscal e a previsão que a mostra receberia visitas de escolares, expondo crianças àquelas imagens.

Na justificativa assinada por Rial, ele afirma no segundo parágrafo que “as críticas já não se centram, como se viu nas redes sociais, só na ação de alguns grupos intolerantes e deturpadores da informação, que desqualificavam a exposição. Os ataques têm enfoque na censura — “como não se via desde a ditadura”. Embora não cite quem seriam esses grupos, mas quem acompanha o caso sabe que os cristãos foram os mais enfáticos nas críticas, a ponto de apelidar a instituição de “Satã-der”.
A conclusão é que internamente o banco minimiza a fé alheia, enquanto tenta se justificar à sociedade com outro discurso, como foi visto na nota pública postada página do Santander Cultural no domingo (10). Nela, afirmava que decidira fechar a mostra por que havia entendido que “algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas”.

Fonte: Gospel Prime

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