Regional vai à casa de Rose Nascimento

maio 29, 2012 0 Comentário »

Esse mês, o REGIONAL foi à casa de uma das mais carismáticas cantoras gospel do país. Ela conquistou o Brasil com músicas como “Sempre Fiel” e “Não Ceda”, e foi premiada com vários discos de ouro e platina ao longo dos mais de 20 anos de carreira. Moradora de Campo Grande, essa cantora já viajou muitos países, levando a Palavra de Deus através do louvor. Estamos falando de Rosângela do Nascimento Azeredo, mais conhecida como Rose Nascimento.

Aos 45 anos, Rose se sente realizada em todas as áreas de sua vida. Casada há 26 anos com o Pastor João Azeredo e mãe de três homens de Deus, Max Nascimento, Lucas Nascimento e Jonh Marcos, ago­ra ela se dedica à recém- inaugurada Igreja Evan­gélica Deus do Impossível (IEDI), dirigida pelo Pastor João, em Campo Grande. Na entrevista que segue, ela fala sobre carreira, fama, ministério, dificuldades e família, entre outros assuntos. Leia na íntegra.

Como você começou a cantar?

Eu canto desde crian­cinha mesmo. Lá em casa era eu e mais 12 irmãos. Eles tinham ma­nia de me colocar em cima de uma cadeirinha com um socador de alho na minha mão, que vi­rava microfone, e então eu começava a cantar. Quando terminava, meus irmãos começa­vam a bater palma, era aquela festa. Porque eles faziam parecer que eu estava num show de verdade. Então tenho certeza que isso é um dom natural de criança.

E quando foi que Deus transformou o socador de alho em microfone?

Eu fui crescendo e comecei a cantar na igreja. Mas, infelizmen­te, aos 15 anos eu me afastei do evangelho e comecei a cantar em bailes e restaurantes, fa­zia vocal para cantores seculares. Aos 20 anos eu voltei para a comu­nhão, e naquela época nem passava pela mi­nha cabeça gravar um disco. Mas, certo dia, Deus usou um homem para mim, dizendo que via um disco meu, e que uma pilha de discos ia crescendo, crescendo. Então eu pensei: Deus me livre! gravar?! Isso porque eu era muito tí­mida e falava para o Se­nhor que Ele poderia me dar qualquer coisa para fazer, menos esse negó­cio de cantar. Hoje para Honra e Glória de Deus, não tenho mais vergo­nha e nem me lembro onde e quando foi que perdi a timidez. Um dia eu disse não para Deus, mas Ele já tinha dito sim para mim.

Qual foi a maior di­ficuldade que você já enfrentou na vida?

Foi quando meu ma­rido ficou desemprega­do. Assim que meu filho mais velho, o Max, fez cinco meses de nasci­do, meu esposo ficou desempregado. Nessa época eu nem pensava em ser cantora, e Deus falou que ia nos provar para uma grande obra, porque ele queria nos aprovar. Meu esposo ficou desempregado quatro anos e meio, eu tive meu segundo e terceiro filho com ele desempregado. Hoje eu sei que eu tinha que passar por isso, para que eu pudesse conti­nuar sendo uma pessoa crente de verdade, sim­ples, humilde. Eu acho que a maior dificuldade da vida de uma pessoa é ver o filho pedindo um biscoito e você não po­der dar. Hoje eu glorifi­co a Deus, porque Ele me fez passar por tudo isso para ensinar a mi­nha família a valorizar as pequenas coisas.

Maio é considerado o mês da família. O que sua família signi­fica para você?

Uma coisa que eu preservo é a minha fa­mília, o meu casamen­to, a minha vida com meus filhos. Eu sempre procuro levar uma vida na presença de Deus dentro de casa. Porque o que adianta na igreja eu ser crente e dentro de casa viver um infer­no. Eu fiz 26 anos de casada agora no dia 9 de maio, graças a Deus tenho um casamento exemplar e posso dizer que eu e minha casa servimos ao Senhor. Isso para mim é o mais importante.

Mas qual o segredo para conservar um casamento feliz du­rante tanto tempo?

Primeira coisa que eu conservei no meu casamento até hoje foi a amizade com o meu esposo, você precisa ser amiga do seu espo­so. Outra coisa impor­tante é profetizar sobre a vida do seu esposo. Diga sempre que ele é uma bênção, mesmo que ele ainda não seja. O diabo não tem po­der para entrar na sua vida, quando você pro­fetiza que seu marido é uma bênção.

Você gravou mú­sicas maravilhosas como “Não Ceda” e “Sempre fiel”, que até hoje são ou­vidas nas igrejas. Que música marcou o seu ministério?

A música que fez história na minha vida foi a “Não seda”. Por­que ela surgiu numa época difícil da minha vida. Houve um mo­mento em que eu tive depressão, devido ao cansaço, ao estresse. Nessa época Deus me disse que estava me provando numa outra área, para que eu pu­desse ajudar muitas pessoas. E logo depois que eu fiquei curada dessa depressão, nós cuidamos de um rapaz na mesma situação. Então, quando eu es­tava muito deprimida, eu colocava esse hino, que diz: Confia, a história não vai terminar assim.. E realmente a minha histó­ria teve um final feliz.

Você e seu esposo abriram a IEDI no ano passado. Como tudo aconteceu?

Quando meu esposo aceitou a Jesus, há 27 anos atrás, Deus falou que ele seria pastor de ovelhas. O tempo foi passando e Deus dizia que estava chegando a hora, mas eu não acei­tava não. Porque meu pai foi pastor e a gente via como era difícil. En­tão eu pedi a Deus que, se realmente era essa a vontade dele, que ele tocasse no meu coração, para eu aceitar. E foi o que aconteceu, Deus plantou no meu cora­ção o desejo de resga­tar muitas amigas que aceitaram a Jesus junto comigo e hoje estão no mundo. Então eu disse ao meu esposo: Chegou a hora de resgatarmos essas pessoas! E eu glo­rifico a Deus, porque a minha igreja tem ape­nas dois anos e muitos afastados tem retornado para os caminhos do Se­nhor. Eu quero é almas! Não quero pescar na igreja de ninguém. Deus nos deu o dom de pescar e nós vamos pescar.

Quais são os seus projetos para o futuro?

Eu não sou muito de pro­jetar meu futuro não, por­que a vinda de Jesus está tão perto, que eu não sei se vai dar tempo de concluir aquilo que a gente pro­jetou (risos). Mas se Deus permitir eu ainda quero ter um centro de recuperação para dependentes quími­cos, pessoas de rua.

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