Pai. Por que a figura masculina é tão importante para a criança?

agosto 27, 2016 0 Comentário »

Entenda os benefícios de ser um pai participativo

Por Daniella Fernandes

Foi o tempo em que as mães eram mais cobradas pela educação e o bem-estar dos filhos. Atualmente, os pais estão cada vez mais participativos na criação dos pequenos e também na divisão das tarefas domésticas. É provado que a presença do pai é tão importante quanto a presença da mãe, para as crianças e para a harmonia de um lar. A psicóloga e pastora vice-presidente do Ministério Restauração e Vida, Cleide de Oliveira, conta que o pai representa para a criança a proteção, a segurança e o herói. A psicóloga salienta que uma relação contínua, calorosa e íntima com o pai é fundamental à saúde mental e emocional de uma criança, e que a falta do pai pode gerar um sentimento de abandono. “Geralmente elas entendem como exclusão e, quando isso acontece, em contraposição buscam tornar-se visíveis através das transgressões: fuga, brigas, reclamações, déficit de atenção e outras atitudes diversas. Essa representação é destacada pelo desejo de ter uma família harmoniosa. Elas sentem-se desprotegidas, sem falar no constrangimento diante dos coleguinhas que têm um bom relacionamento com o pai”, diz.

Em uma sociedade em que o conceito de família tem sido cada dia mais distorcido e desconstruído, qual é a importância da figura masculina em um lar? De acordo com psicóloga e pastora Cleide de Oliveira, a figura masculina é fundamental para garantir a autoconfiança e o desenvolvimento social na família. Ela explica que o pai é a pessoa que demonstra à criança que há mais alguém além da mãe, em quem ela pode confiar, e é essa figura masculina que geralmente vai impor os limites. Cleide diz que a falta da figura masculina pode gerar introspecção, insegurança e dependência que refletem na adolescência e até na vida adulta.

Nathália Vianna, cristã, dona de casa e mãe de duas meninas, uma de dois e outra de sete anos, conta que a presença do pai, Walmir Vianna, é primordial. “Ele é a autoridade na casa, quem elas mais respeitam. Com o pai a bagunça acaba em um minuto. A presença dele nos dá segurança. Elas sabem que o pai é o amigo em quem elas podem confiar, são muito agarradas com ele. Elas chamam o pai de príncipe e herói”, orgulha-se Nathália. A mãe das meninas Valentina e Maitê Vianna conta que não ter o marido, que desempenha muito bem o papel de pai, seria como não ter rumo. “Quando resolvemos nos casar, já planejávamos ter filhos e o nosso maior privilégio, nesse tempo em que as famílias têm relacionamentos descartáveis, é estarmos juntos e sermos o espelho para nossas filhas. Seria muito ruim para elas a falta desse pai, que brinca, faz dever, dá bronca… Ele é meu grande amigo e parceiro nessa grande tarefa de criar um filho”, compartilha.

Por que é preciso ser “paizão”?

Quem é que nunca ouviu a frase: “não basta ser pai, tem de participar“? Hoje, com a ida da mulher para o mercado de trabalho, o papel do pai na família vai além de educar os filhos. “Paizão” ajuda também a mãe nas tarefas domésticas para que, juntos, possam desfrutar de mais tempo de qualidade em família. Os benefícios de uma família onde há um “paizão” são muitos. A psicóloga e pastora vice-presidente do Ministério Restauração e Vida, Cleide de Oliveira, diz que a paternidade é uma função própria do pai com direitos e obrigações. O homem não substitui a mãe, mas pode assumir o papel de pai dividindo as tarefas. “Isso vai fazer com que a mulher esteja mais disponível, tanto para os filhos como para o marido e, principalmente, para cuidar dela mesma. Gera um alívio do estresse, trazendo mais harmonia no relacionamento familiar”, conta.  A psicóloga e pastora ainda ressalta que, o fato de só a mãe ser responsável por tudo, é uma irresponsabilidade do homem. “Um pai acomodado será mau exemplo na família, estimulando os filhos a explorarem a mãe. Quando o homem não auxilia em nada, pede tudo, ou só faz quando ela solicita, está estabelecendo uma mente confusa nas crianças, distorcendo a visão real de pai e mãe. O pai negligente passa a ser o ‘bonzinho’ e a mãe, que está na batalha, é a ‘megera’. Na verdade, quando o pai negligencia, a mãe passa a cobrar obrigações de todos”, acrescenta.

O “paizão” das meninas Valentina e Maitê Vianna, Walmir Vianna, é supervisor de vendas, líderes dos diáconos, na Igreja Batista Nova Filadélfia em Sulacap, e marido da Nathália Vianna. Ele não abre mão de fazer tudo o que pode pela família. “Faço de tudo. Dou banho, dou comida, penteio cabelo, arrumo, ajudo na lição de casa. É prazeroso participar da vida delas, além de aliviar um pouco a carga sobre minha esposa. Tenho de ser referência para elas, tanto de pai como de homem. Cresci com um pai presente em minha vida e isso foi importante na minha formação. Vivemos em um mundo em que é cada vez mais comum os pais pouco se importarem com os filhos. Entendo que estou formando a geração futura e espero que minhas filhas possam fazer a diferença quando caminharem com as próprias pernas”, compartilha. A esposa do Walmir, Nathália Vianna, conta que toda essa participação ativa na criação das filhas e ajuda nas tarefas domésticas fazem toda diferença: “Cuidar de um filho é uma responsabilidade sem igual. Nos meus momentos de indecisão sobre que atitude tomar ou sintoma de alguma doença, é ele quem está ali do meu lado, cuidando de nós, porque tem horas que a mamãe precisa de um colo também”, confessa.

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